Uma história muito conhecida conta que:
"Xangô um dia convidou os orixás para uma festa. Havia muita fartura e todos
estavam muito felizes. No meio da festa, eles se dão conta da ausência de Obaluaiê...
Ele não havia sido convidado. Temendo sua cóIera, os orixás decidem ir ao seu palácio, todos juntos, levando o que comer e beber. Era necessário pedir desculpas... fazê-lo esquecer a indelicadeza... Obaluaiê aceita a homenagem, mas faz chamar a todos os habitantes de sua cidade para participar com ele do banquete..."
cerimônia pública chamada Olubajé,
palavra Iorubá que significa Olú: aquele que; Gba: aceita; Je: comer.
Ou, Olú: aquele que; Báje: come com, segundo Cacciatore (1997 : 202).
Esse ritual é dedicado a Obaluaiê (rei da terra), Omolu (filho do senhor), Onilé (senhor da terra),
e a Sapatá e Xapanã (deus da varíola). O último nome, impronunciável ern público, e,
como os outros, um título do mesrno orixá: rei do mundo, senhor da terra e de todos os caminhos.
O Olubajé é realizado nas Casas de Candomblé do Rio de Janeiro, de Salvador, na Bahia,
na cidade de São Paulo, nos "Terreiros" chamados Nagô ou Jejê-nagô, dentre outras cidades do nosso querido Brasil.
texto adaptado do site <A href="http://members.tripod.com/~DilFonseca/olubaje.htm" rel="nofollow noindex external">http://members.tripod.com/~DilFonseca/olubaje.htm</A>
Quem é Obaluaê ?!?
OBALUAIÊ ( "rei", "senhor da terra")
Deus originário do Daomé. Obaluaiê é uma flexão dos termos Obá (rei) - Oluwô (senhor) - Ayiê (terra), "rei, senhor da terra". Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) - Oluwô (senhor) que quer dizer "filho e senhor". Obaluaiê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu, o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência, significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesma força da natureza.
Obaluaiê é o sol, a quentura e o calor do astro rei, é o senhor das pestes, das doenças contagiosas ou não. É o rei da terra, do interior da terra, e é o orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha da Costa), porque para os humanos é proibido ver o seu rosto devido à deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a esse poderosíssimo orixá. Está no funcionamento do organismo, na dor que sentimos pelo mau funcionamento dos órgãos, por um corte, queimadura ou traumatismo. A ele devemos a nossa saúde. Trata do interior, mas cuida também da pele e de suas moléstias.
Divide com Oia-Iansã a regência dos cemitérios, pois é o orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É ele que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquele espírito. Obaluaiê também é o senhor da terra e das camadas do seu interior, para onde vamos todos nós. Daí sua ligação com os mortos, pois é ele quem vai cuidar do corpo sem vida. Também conhecido como Xapanã.
Obaluaiê está presente no nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele. Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aquele que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes. Está presente nos hospitais, casas de saúde, ambulatórios, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença, mas principalmente a cura, a saúde. É o orixá da misericórdia.
Rege a má digestão, a congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.
Filho de Nanã, que o abandonou por ser doente, foi criado por Iemanjá. Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações por sua importância. Conta-se que, abandonado por Nanã, foi cuidado por Iemanjá que o alimentava com pipoca sem sal acrescida de mel para melhorar o gosto, e passava azeite de dendê em suas feridas para aliviar a dor e coceira.
Atotô Ajuberô ! nos cure e nos dê a sua bênção !
Fonte: Fotolog RONVITALLE
Uma pessoa alegre, carismatica, buscando novas amizades e disposto de tirar suas dúvidas e ajudar-lhe dentro da religião de Matriz Africana
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Jagun é ou não é Obaluayê?
Muitos olham
pra ele de várias formas, uns dizem que ele tem a famosa palha de Obaluayê na
cabeça outros afirmam que ele usa apenas um oja na cabeça...
Eu como filho
deste Orixá e que tanto corro atrás de informações, raízes e os verdadeiros
cultos de Jagun.
Independente
de qualquer caminho desse Orixá, ele tem fundamento com Ogun, Ajagunã e Ja.
É um Orixá
quente de guerra, destemido e muito valente as vezes temperamental como os seus
filhos, mais o seu objetivo é fazer Paz em nome de Oxalá, e que eu posso dizer
é que Jagun é natural das terras de Ekiti.
Por isso
muitos confundem os filhos de Jagun com os filhos de Oxaguiã, Ogun ou de Omulu.
Mais a
confusão entre Jagun e Obaluaye começa quando ele é ordenado por Oxalá junto
com Ajagunã e Ja para atacar as terras de Oxum, as terras de Osogbo...
Nisso Oxum
descobriu que seria atacada pelos 3 guardiões de Oxalufã, rapidamente consultou
Ifá, e fez um ebó pra eles com Igbis e quando eles atacaram cada um foi para um
terra diferente.
Jagun foi
pra terras de Obaluaye, Ja para as terras de Ifé Ogun, e Ajagunã para as terras
de Oxaguiã.
Jagun
começou uma nova vida por lá nas terras de Obaluaye, mais viu que lá não
existia um culto especifico pra ele como tinha em sua cidade natal Ekiti, e
como estava perdido por lá e não sabia voltar por que também estava enfeitiçado
por Oxum... então viveu nesse local por um tempo, conseguiu crescer e ganhar o
respeito e o culto do povo da terra de Obaluayê, e assim nasceu uma nova
espécie de culto pra Jagun sendo assim passando a usar a palha na cabeça mais
até a cintura e por baixo da palha sempre usando o branco original seguindo a
ordem de Obatalá (Rei do Pano Branco) sem deixar a raiz funfun e está ali
lutando em nome de Oxalá.
Mais Jagun
não se contentou em ficar ali somente, inquieto e em busca da volta a Ekiti,
passou por várias terras de vários Orixás e assim dando origem aos seus
caminhos
Jagun Elewé - Ligado a família Unjí, esse
caminho é o caminho que Jagun passou nas terras de Sapata e encontrou Orisá Ọ̀sónyìn
e aprendeu a magia da cura e das folhas.Caminha com Ọ̀sónyìn.Sua ferramenta é
um opere Ọ̀sónyìn prateado mas sem as folhas Faz Oro com Ọ̀sónyìn e ligado a
Erinlẹ̀ e Ògún Já.Nesse caminho ele é muito guerreiro e ligado a cura e os
mistérios de magia de Ìyámi Oṣoronga.
Jagun Alagba ou Jagun Abagba - Esse caminho de Jagun é muito
melindroso,pois ele tem muita ligação com Ìyámi e Baba Egun.Pessoas desse
caminho pelo menos tem que se tomar Bori ou Obi com Ejé dois vezes no ano.È um
caminho muito quente,tem ligação com Yewa pois ele foi sua esposa e é bom
arruma todas as Iyabás para acalmá-lo,alias todos os caminho é bom serca com
muito Orisá Omi e Òṣàlà.Esse caminho é Ligado a Ajagunã e Já.Ele leva uma mão
de pilão nas costas e mora no quarto de Orinssala ou em um quarto com
Ajagunã/Betiode ou Betioco dependendo do Odu da pessoa e Já.Para mexer com esse
Orisa independente de caminho tem que tratar bem de Ìyámi, Egun e Esú. Esse caminho
de Jagun usa três ikeles um de Buzios,um de conta e outro de Branco de Osala.
Jagun Ọdé Ou Jagun Olodé - Ligado aos Odés.Inclusive mora no
quarto dos Odés.Ligado a Ògún e Ọ̀ṣọ́ọ̀si.Ele usa um Ofá prateado.Faz Orô com Ọ̀ṣọ́ọ̀si
e Ògún Já. Mas se arruma: Ọ̀ṣọ́ọ̀si,Otín e Logun Edé, Erinlé,Iya Otín ,Ajagunan
Betiodé e Ògún..Ou seja ele é ligado a todos os Odés e mais ele sai também no
abado de Ọ̀ṣọ́ọ̀si e nos mariows de Ògún.
Jagun Igbona - Ligaçao com Ayrá,nessa fase Jagun
era lento como um igbí,que por isso Ayrá esquentou o casco do igbí para
esquentalo E por isso nessa fase de Jagun é muito quente por se ligado aos
Orisás do fogo.Ayrá e Oyá.
Jagun Agbá funfun - Ligado a Oṣàlúfọ́n, Yèmọnja e Oṣoguian.
Esse caminho tem que fazer bastante oro a Ayrá pois ele é guerreiro mais é bem
lento ....
Jagun Ajojí ou Jagun Seji Lonan - Ligado a Ògún, muito sanguinário.
Ele é muito quente e guerreiro,nessa fazer Jagun usa mariô ou abre caminho para
acalmá-lo.Faz orô com Ògún,esse caminho leva um ikele e umbigueira de
ferro.Ligado a Esú Ona também..
Jagun Aisan - Esse caminho de Jagun é totalmente
Fêmea ou seja Iyabá,esse caminho ele se cobre de palha ou mario.quase não se
faz mais.Assim conta -se o itan que ele nesse caminho seria fêmea.E por mais um
motivo que muitas pessoas confundirão Jagun c/ Obalúwaìye por esse caminho usar
palha.Esse caminho só se arruma não se faz em Ori.
Considerar
Jagun como Obaluayê não está errado, pois o mesmo aceitou as tradições das
terras de Obaluaye, mais também é correto usar por opção do Zelador todos
os fundamentos desse Orixá pois ele tem cantigas e culto próprio, é correto
também Jagun não vestir palha.
Ilustração de Jagun (a esquerda) e Obaluayê (a
direita)
Que depois
de anos, lá na cidade de Ekití, Olooke o grande senhor da montanha e rei de
Ektií e pai de Oxum, sentia falta de sua filha na cidade onde ela nasceu. Oxum,estava
na cidade de Osogbo, então Olooke por ser muito amigo e companheiro inseparável
de Obatalá, pediu a ele que enviasse seu filho Oxaguiã para buscar Oxum. Assim
fez, Oxaguiã foi buscar Oxum a força, Oxum não queria vir e ele não conseguiu
trazê-la de volta, pois Oxum amava a cidade de Osogbo onde ela comandava sozinha
tudo aquilo. Então voltou Oxaguiã para Obatalá sem Oxum. Oxaguiã com medo da reação
de Olooke pediu a Obatalá que não deixasse ele fazer nada contra ele. Olooke
então lembrou do outro guerreiro de Oxalá que se chamava Jagun e que ele muito
confiava. Olooke ao saber que Jagun tinha sofrido um golpe por feitiço de Oxum,ele
imediatamente mandou chamar Jagun. Jagun então voltou a terra de Ekití onde ele
nasceu, foi perante a Oké e lhe pediu perdão por anos sumido de suas terras
Olooke pediu que ele fosse buscar Oxum, Jagun retrucou dizendo que ela tinha o
poder das Íyas e que ele não conseguiria. Olooke como ele que tinha outorgado a
Iyas seus poderes de Agé, falou: Ómo Jagun vá que nada te acontecerá. Assim fez
Jagun foi chegou e trouxe Oxum. Olooke por estar tão feliz em ver sua filha de
volta deu o titulo a Jagun de Jagun-Efan, que seria guerreiro de Oxum. Ele
muito grato a Jagun deu lhe o privilegio de ser uns príncipes de Efan e dividir
o reinado do Ekiti com Oxum, para que Oxum sempre lembra-se dele.
Bom, com
isso Jagun volto a terra de Efan, mas Jagun não esquecera as terras do Jejê
onde tinha filho, mulher e amigos. Ai demonstra o porque o Efan acabou tendo
ligação com as terras dos voduns e porque hoje em dia e no antigo terreiro do
Oloroke cultuava Iroko,Omolu,Bessen,nana e outros vodus.
Opinião feita em base de pesquisas feitas por: Oluwá Le Ji de Jagun
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Iniciação no Candomblé
O sacerdócio e organização dos ritos para o culto dos orixás são complexos, com todo um aprendizado que administra os padrões culturais de transe, pelo qual os deuses se manifestam no corpo de seus iniciados durante as cerimonias para serem admirados, louvados, cultuados. Os iniciados, filhos e filhas-de-santo (iaô, em linguagem ritual), também são popularmente denominados “cavalos dos deuses” uma vez que o transe consiste basicamente em mecanismo pelo qual cada filho ou filha se deixa cavalgar pela divindade, que se apropria do corpo e da mente do iniciado, num modelo de transe inconsciente bem diferente daquele do kardecismo, em que o médium, mesmo em transe, deve sempre permanecer atento à presença do espírito. O processo de se transformar num “cavalo” é uma estrada longa, difícil e cara, cujos estágios na “nação” queto podem ser assim sumariados:
Para começar, a mãe-de-santo deve determinar, através do jogo de búzios, qual é o orixá dono da cabeça daquele indivíduo (Braga, 1988). Ele ou ela recebe então um fio de contas sacralizado, cujas cores simbolizam o seu orixá (ver Anexo), dando-se início a um longo aprendizado que acompanhará o mesmo por toda a vida. A primeira cerimonia privada a que a noviça (abiã) é submetida consiste num sacrifício votivo à sua própria cabeça (ebori), para que a cabeça possa se fortalecer e estar preparada para algum dia receber o orixá no transe de possessão. Para se iniciar como cavalo dos deuses, a abiã precisa juntar dinheiro suficiente para cobrir os gastos com as oferendas (animais e ampla variedade de alimentos e objetos), roupas cerimoniais, utensílios e adornos rituais e demais despesas suas, da família-de-santo, e eventualmente de sua própria família durante o período de reclusão iniciática em que não estará, evidentemente, disponível para o trabalho no mundo profano.
Como parte da iniciação, a noviça permanece em reclusão no terreiro por um número em torno de 21 dias. Na fase final da reclusão, uma representação material do orixá do iniciado (assentamento ou ibá-orixá) é lavada com um preparado de folhas sagradas trituradas (amassi). A cabeça da noviça é raspada e pintada, assim preparada para receber o orixá no curso do sacrifício então oferecido (orô). Dependendo do orixá, alguns dos animais seguintes podem ser oferecidos: cabritos, ovelhas, pombas, galinhas, galos, caramujos. O sangue é derramado sobre a cabeça da noviça, no assentamento do orixá e no chão do terreiro, criando este sacrifício um laço sagrado entre a noviça, o seu orixá e a comunidade de culto, da qual a mãe-de-santo é a cabeça. Durante a etapa das cerimonias iniciáticas em que a noviça é apresentada pela primeira vez à comunidade, seu orixá grita seu nome, fazendo-se assim reconhecer por todos, completando-se a iniciação como iaô (iniciada jovem que “recebe” orixá). O orixá está pronto para ser festejado e para isso é vestido e paramentado, e levado para junto dos atabaques, para dançar, dançar e dançar.
No candomblé sempre estão presentes o ritmo dos tambores, os cantos, a dança e a comida (Motta, 1991). Uma festa de louvor aos orixás (toque) sempre se encerra com um grande banquete comunitário (ajeum, que significa “vamos comer”), preparado com carne dos animais sacrificados. O novo filho ou filha-de-santo deverá oferecer sacrifícios e cerimonias festivas ao final do primeiro, terceiro e sétimo ano de sua iniciação. No sétimo aniversário, recebe o grau de senioridade (ebômi, que significa “meu irmão mais velho”), estando ritualmente autorizado a abrir sua própria casa de culto. Cerimônias sacrificiais são também oferecidas em outras etapas da vida, como no vigésimo primeiro aniversário de iniciação.
Quando o ebômi morre, rituais fúnebres (axexê) são realizados pela comunidade para que o orixá fixado na cabeça durante a primeira fase da iniciação possa desligar-se do corpo e retornar ao mundo paralelo dos deuses (orum) e para que o espírito da pessoa morta (egum) liberte-se daquele corpo, para renascer um dia e poder de novo gozar dos prazeres deste mundo.
Fonte: Herdeiras do Axé por Reginaldo Prandi
sábado, 27 de julho de 2013
Os 16 caminhos de Yemanjá
São 16 as qualidades, e por possuírem características tão próprias, há quem chegue a considerar que se trata de orixás individuais (independentes) das outras qualidades. Aqui, no entanto, e por não haver concenso quanto a esta questão, e muito estudo e pesquisa ser ainda necessário, vamos encarar como qualidades de um único orixá, tal como fazemos com todos os outros.
Yemanjá Asdgba ou Soba – É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.Yemanjá Akurá – Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.Yemanjá Ataramaba – Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.Yemanjá Ataramogba ou Iyáku – Vive na espuma da ressaca da maré.Yemanjá Ayio – Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse – É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo – É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.Yemanjá Konla – O seu mito conta que ela afoga os pescadores.Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo – Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.Yemanjá Odo – Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.Yemanjá Ogunté – Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.Yemanjá Olossá ou Bosá – Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.Yemanjá Oyo – Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.Yemanjá Saba – Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure – Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.Yemanjá Yinaé ou Malelé – Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.
Yemanjá Asdgba ou Soba – É a mais velha, manca de uma perna devido a uma luta com Exu, rabugenta, e feiticeira, fala de costas, gosta de fiar seu cristal. Comanda as caçadas mais profundas do oceano, tem afinidade com Nanã. Veste branco.Yemanjá Akurá – Vive nas espumas do mar, aparece vestida com lodo do mar e coberta de algas marinhas. Muito rica e pouco vaidosa. Adora carneiro. Come com Nanã.Yemanjá Ataramaba – Nessa forma ela está no colo de seu pai Olokun.Yemanjá Ataramogba ou Iyáku – Vive na espuma da ressaca da maré.Yemanjá Ayio – Muito velha. Veste sete anáguas para se proteger. Vive no mar e descansa nas lagoas. Come com Oxum e Nanã.Yemanjá Iya Masemale ou Iamasse – É a mãe de Xangô e quem cuidou de Oxumarê. Esposa de Oranian e muito festejada durante as festas consagradas a seu filho Xangô. As suas contas são branco leitosas, rajadas de vermelho e azul.Yemanjá Iyemoyo, Awoyó; Yemuo; Yá Ori ou Iemowo – É uma das mais velha, possui ligação com Oxalá, o seu fundamento está no ori, representa a vida, pode curar doenças da cabeça. Veste branco e cristal.Yemanjá Konla – O seu mito conta que ela afoga os pescadores.Yemanjá Maleleo ou Maiyelewo – Esta Yemanjá vive no meio do oceano no lugar onde se encontram as sete correntes oceânicas.Yemanjá Odo – Tem aproximação com Oxum, e vive na água doce sendo muito feminina e vaidosa.Yemanjá Ogunté – Considerada a nova guerreira, dona da espada, esposa de Ogum ferreiro (Alagbedé) e mãe de Ogum Akorô e Oxóssi. O seu nome significa aquela que contém Ogum. Vive perto das praias, no encontro das águas com as pedras. Traz na cintura um facão e todas as ferramentas de Ogum. Veste branco; azul marinho, cristal, ou verde e branco.Yemanjá Olossá ou Bosá – Come com Oxum e Nanã. Veste verde-clara e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbado.Yemanjá Oyo – Benéfica, muito feminina, saudada na cerimónia do Padê, veste de branco, rosa e azul claro.Yemanjá Saba – Fiadeira de algodão, foi esposa de Orunmilá.Yemanjá Sessu, Sesu, Yasessu ou Susure – Ligada à gestação. Voluntariosa e respeitável, mensageira de Olokun, o deus do mar. Vive nas águas sujas do mar e é muito esquecida e lenta. Come com Obaluaiyê e Ogum. Além do próprio assentamento, tem que se assentar Oxum e Obaluaiyê. Veste branco, verde água e suas contas branco cristal.Yemanjá Yinaé ou Malelé – Aquela que os filhos sempre serão peixes. Também conhecida como Marabô, mora nas águas mais profundas. É a sereia, ligada à reprodução dos peixes; vem sempre a beira do mar apanhar as suas oferendas; está ligada a Oxalá e Exú.
Oxum descobre o Segredo dos Búzios
Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Exu e este não queria lhe revelar. Ela então procura na floresta as feiticeiras, chamadas YAMI OXORONGÁ. As feiticeiras perguntam a Oxum o que faz ali e ela lhes pede como enganar a Exu e conseguir o segredo do jogo de búzios. As feiticeiras a muito querendo pregar uma peça a Exu, ensinaram toda a sorte de magias a Oxum, mas exigiram que ela lhes fizesse uma oferenda a cada feitiço realizado. Oxum concordou e foi procurar Exu.
Ao chegar perto do reino de Exu, este desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Exu se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico que ao cair nos olhos de Exu o cega e arde muito. Exu gritava de dor e dizia;Oxum fingindo preocupação, respondia:
- Búzios? Quantos são eles?
- Dezesseis, respondeu Exu, esfregando os olhos.
- Ah! Achei um, é grande!
- É Okanran, me dê ele.
- Achei outro, é menorzinho!
- É Eta-Ogundá, passa pra cá…
- Eu não enxergo nada, cadê meus búzios?
E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios, Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividir-lo com Exu.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Oxaguiã Ajagunã, O Orixá que nasceu sem Orí
Oxalá mais novo (Oxaguian) é também conhecido como Ajagunan (o Oxalá da guerra). Ele nasceu de Obatalá. Nasceu num igbim, (caramujo em yorubá), a sua saudação é Epá, epá babá, sua comida é Ebó ou inhame pilado, seu culto dentro do candomblé é a Festa dos Inhames Novos e as águas de Oxalá é feita no mês de setembro e em algumas casa de Ketu, Angola e Jejê em dezembro. No final da história você poder ouvir o Xirê de Oxalá no ritmo Ijexá (tocado com as mãos) com a sua letra e tradução.
Logo que nasceu, Ajagunã se revoltou, pois ele não tinha Ori, não tinha cabeça e andava pela vida sem destino certo. totalmente desorientado. Em um certo, chegando a beira de sua loucura, encontrou Ori (orixá que representa cabeça)na estrada e Ori fez para Ajagunã uma cabeça branca, mas ela era de inhame pilado sua cabeça. Mas a cabeça de inhame era muito quente e logo o Orixá Ajagunã sofria torturantes dores de cabeça.
E sua jornada pelo equilíbrio não terminava ali, então em outra feita, lá ia pela estrada Ajagunã padecendo de seus males, quando se encontrou com Orixá Iku, (a Morte). Iku se pôs a dançar para Ajagunã e se ofereceu para dar a ele outro ori.
Oxaguiã, com medo, recusou prontamente, mas era tão insuportável o calor que ele sentia que não pôde recusar por muito tempo a oferta. Iku prometeu-lhe um ori negro. Iku ofereceu-lhe um ori frio.
Ele aceitou.
A sorte de Ajagunã contudo não mudou. Era fria e dolorida essa cabeça negra. Mas pior era o terror que não o abandonava de sentir-se perseguido por mil sombras (espíritos malignos). Eram as sombras da morte em sua cabeça fria. Então surgiu Ogum (seu irmão) e deu sua espada a Ajagunã. E com a espada ele afugentou a Morte e as suas sombras.
Ogum fez o que pôde para socorrer o amigo e irmão, com a faca retirando o ori frio grudado no ori quente.
Na operação de Ogum as duas cabeças se fundiram e o ori de Oxaguiã ficou azulado, um novo ori nem muito quente, nem muito frio. Uma cabeça quente não funciona bem. Uma cabeça fria também não. Foi o que se aprendeu com a aventura de Ajagunã. Finalmente, a vida de Ajagunã se normalizou. Com a ajuda de Ogum, mais uma vez, o orixá aprendeu todas as artes bélicas e assim venceu na vida muitas batalhas e guerras.
Logo que nasceu, Ajagunã se revoltou, pois ele não tinha Ori, não tinha cabeça e andava pela vida sem destino certo. totalmente desorientado. Em um certo, chegando a beira de sua loucura, encontrou Ori (orixá que representa cabeça)na estrada e Ori fez para Ajagunã uma cabeça branca, mas ela era de inhame pilado sua cabeça. Mas a cabeça de inhame era muito quente e logo o Orixá Ajagunã sofria torturantes dores de cabeça.
E sua jornada pelo equilíbrio não terminava ali, então em outra feita, lá ia pela estrada Ajagunã padecendo de seus males, quando se encontrou com Orixá Iku, (a Morte). Iku se pôs a dançar para Ajagunã e se ofereceu para dar a ele outro ori.
Oxaguiã, com medo, recusou prontamente, mas era tão insuportável o calor que ele sentia que não pôde recusar por muito tempo a oferta. Iku prometeu-lhe um ori negro. Iku ofereceu-lhe um ori frio.
Ele aceitou.
A sorte de Ajagunã contudo não mudou. Era fria e dolorida essa cabeça negra. Mas pior era o terror que não o abandonava de sentir-se perseguido por mil sombras (espíritos malignos). Eram as sombras da morte em sua cabeça fria. Então surgiu Ogum (seu irmão) e deu sua espada a Ajagunã. E com a espada ele afugentou a Morte e as suas sombras.
Ogum fez o que pôde para socorrer o amigo e irmão, com a faca retirando o ori frio grudado no ori quente.
Na operação de Ogum as duas cabeças se fundiram e o ori de Oxaguiã ficou azulado, um novo ori nem muito quente, nem muito frio. Uma cabeça quente não funciona bem. Uma cabeça fria também não. Foi o que se aprendeu com a aventura de Ajagunã. Finalmente, a vida de Ajagunã se normalizou. Com a ajuda de Ogum, mais uma vez, o orixá aprendeu todas as artes bélicas e assim venceu na vida muitas batalhas e guerras.
terça-feira, 23 de julho de 2013
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